They say that true love hurts. Well, this could almost kill me .

Ela deitou na cama encarando o teto branco de seu quarto, mais um dia havia se passado e ela tinha conseguido. Um dia a menos. Para o que? Ela não sabia, talvez fosse só mais um dia. Ela esticou-se e alcançou o abajur, ligando-o  e em seguida apagou a luz do quarto. Então, tirou aquela máscara que carregava.

Encolheu-se na cama, sentindo absurdamente sozinha. O fato de vê-lo em outros rostos a fazia pensar que estava enlouquecendo. Tentava esquecer toda a saudade que se alojava em seu peito, fazendo com o que seu coração sangrasse. Ela havia o deixado ir. Não havia percebido que ele era o amor da sua vida, e agora tudo que tinha eram velhas fotos e memórias de momentos passados juntos. Virou para o lado e abraçou o travesseiro. Inspirou fundo, sentindo o perfume dele na pequena peça, apertando os olhos com força em seguida, segurando as lágrimas. Quão idiota havia sido?

As pessoas costumam a dizer que o amor dói, bom, ela tinha certeza que esse podia matá-la. Ainda com o travesseiro em seus braços, encostou o rosto na superfície macia, lembrando-se como era o toque do rosto dele no seu logo pela manhã, quando não havia se barbeado ainda. Deixou uma lágrima cair, involuntariamente.  Rolou pela cama, pensando o quanto não daria para não estar dormindo sozinha naquela noite fria.

Memórias corriam em sua mente. Lembrou-se do show dos Stones. Tudo havia mudando tanto que todas as memórias com ele pareciam estar em outra vida que ela tivera. Uma vida mais feliz. Uma vida com mais cor. Uma vida mais viva.  Suspirou pesado. O sono estava chegando. Riscou mais um dia em sua mente. Adiciono mais um dia. Outro dia sem ele.

 

 

Anúncios

The story of me and you

Sentimento: (sen.ti.men.to) sm. 1. Ação ou resultado de sentir 2. Capacidade ou aptidão para receber as impressões do mundo externo (..) 8. Tudo o que se refere ao coração em contraposição à razão; afecção, paixão, emoção.

Relacionamento: (re.la.ci:o.na.men.to) sm. 1. Ação ou resultado de relacionar(-se). 2. A maneira de conviver e/ou lidar com os outros.  3. Envolvimento amoroso.

Quando você se envolve em um relacionamento, você confia totalmente em seus sentimentos e espera que eles te levem a um conto de fadas, não é? Você aposta todas as suas fichas em algo que você não controla e, por causa disso, acabamos nos machucando. Não existe um relacionamento perfeito, nunca existirá, mas só percebemos isso quando nos vemos presos em uma história de terror.

O que aconteceu entre nós foi legal, posso dizer que foi até especial, por um dado período de tempo. Nós tínhamos um relacionamento gostoso e secreto. Costumávamos a passar muito tempo juntos, conversávamos por mensagem de texto e pela internet todos os dias, não importava a hora. Era natural que algum tipo de sentimento mais forte do que a amizade surgisse. Não nego, que quem assumiu a existência desse sentimento fui eu, e eu te arrastei para o meu disso. E do mesmo jeito que esse sentimento veio, ele se foi.

As semanas que passamos separados, até incomunicáveis, me serviram para mostrar que eu não estava pronta para aquilo, não era o momento. O sentimento se foi, o coração já não disparava ao pensar na idéia de te ver, e eu não seguiria em frente com algo que não fosse verdadeiro. Talvez, se eu tivesse continuado e ignorado a não existência de um sentimento por minha parte, as coisas teriam terminado pior do que terminaram. Depois dessas semanas, eu me afastei por medo, insegurança e vergonha de lhe dizer a verdade. Com o tempo, você acabou percebendo e foi esse o momento que tudo ficou pior.

Você passou a me odiar, a me ignorar por algo que eu não tive culpa. Como já disse, eu não controlo os meus sentimentos, ainda não. Sim, eu sei que errei ao não ser totalmente honesta com você, e que deveria ter sido clara desde o momento em que parei de me sentir daquela maneira.  Eu sei que te fiz passar por coisas que você não deveria ter passado, eu sei que te machuquei e que você ficou mal por um bom tempo, mas eu digo e repetido, em nenhum momento essa foi a minha intenção.

Depois disso, você tentou fingir que eu não existia, que eu não significava e nunca signifiquei nada para você. E o nosso segredo foi quebrado e você contou para algumas pessoas o que aconteceu entre nós, e essas pessoas, por conseqüência passaram a me odiar também e contaram para outras pessoas

Passaram-se diversos meses, eu tenho que ser honesta, o sentimento não voltou e eu segui em frente. Desculpe-me, mas é a verdade. Nós mudamos consideravelmente durante esse tempo. Eu cresci, amadureci e vi que o que tínhamos nunca teria dado certo. Nós éramos novos, inseguros e confundimos amizade com romance, e no final das contas, acabamos sem nenhuma.

Eu sinto muito, não queria que nada disso tivesse acontecido. Acho que você deveria saber disso por mim e não por algum outros. Eu demorei muito tempo para escrever sobre isso. Acho que agora não tenho mais nada a temer. O que aconteceu ficou no passado e nunca mais sairá de lá.

Acabou para mim e para você.

The End.

“You gave me all your love, and all I gave you was goodbye.  So this is me swallowing my pride, standing in front of you saying: “I’m sorry for that night”. And I go back to december all the time.”

(Eu, sinceramente, espero que você não volte a ficar bravo comigo. Só quero que as coisas cheguem a um fim, por bem.)

Matter of time

Último ano. Demorou, mas, finalmente, chegou. Eu ainda me lembro quando era pequena, por volta de uns sete ou oito anos, que eu olhava para o pessoal do terceiro ano e pensava o quão sortudos eles eram, e quanto anos ainda me esperavam pela frente. Mas mal sabia eu, não é? Pensar que o terceiro ano é uma maravilha, é pura ilusão. Claro, tem toda a expectativa de estar acabando a escola, e nunca mais ter que ver a cara daquela pessoa insuportável durante sete horas todos os dias, ou ter que estudar aquela maldita matéria que você tanto odeia. Mas também vem toda a pressão psicológica dos seus pais, familiares e até sua para passar no vestibular, seja da faculdade X, Y ou Z. Agora, como os professores disseram, estamos todos correndo contra o tempo. Correndo em direção ao nosso futuro profissional. Correndo com medo de saber o que irá acontecer mais para frente. Correndo de tudo. Correndo de todos.

Esse é o ano tão aguardado. Somos os alunos que todo o colégio inveja, que todos querem trocar de lugar. Sinceramente, tudo o que eu quero é deitar na minha cama, enfiar a minha cabeça no travesseiro e acordar só ano que vem. Eu não quero passar por tudo isso. Eu quero estudar de última hora, eu quero passar minhas tardes sem fazer absolutamente nada, quero pode dormir um sono tranqüilo, sem saber que dentro de alguns curtos meses eu estarei decidindo a minha vida. Exagerado ou não, nada mais é que a verdade. A decisão que já fizemos, ou que ainda faremos, irá decidir o caminho que a nossa vida irá tomar. E, para mim, é coisa demais para lidar.

When I Grow Up

Acho que quando somos menores construímos uma imagem que quando formos “grandes” tudo será mais fácil e mais divertido. Será mais fácil impor suas idéias e a vida será mais fácil. Pelo menos, essa era a imagem que eu tinha. Doce e pura ilusão a minha. Quanto mais velha vou ficando, mais difícil as coisas vão se tornando e mais raramente consigo expor minhas idéias. Ouvia a frase: “Quando você for maior você poderá fazer isso?”, o problema é ficar fora de casa até as onze, quando você é grande, não é nada extraordinário, como parecia ser.

Quando crescemos não vemos mais graça em coisas que antigamente eram fantásticas. Uma coisa simples como ir ao cinema, ou sair em um sábado à noite com os pais, se tornaram momentos comuns e, na maioria das vezes, raros. A idéia de crescer era emocionante, ficar mais velha e sair de casa. Eu tenho planos de sair de casa, morar sozinha e ter uma vida onde eu não dependa dos meus pais. Mas, por outro lado, mesmo com as brigas e com todas as dificuldades eu me sinto tão bem onde estou, me sinto segura.

O pensamento de continuar crescendo me dá medo, muito medo. Eu não quero que algumas coisas simples percam a magia, eu quero continuar vivendo as coisas como elas são. Mas acho que isso é inerente a qualquer um. Nós vamos crescendo e as coisas vão mudando. Nós vamos mudando. E, no fim, perdemos toda a magia de ser “gente grande”.

Future

Quando perguntamos a uma criança o que ela vai querer ser quando ela crescer, digo, qual carreira irá seguir, quase todas respondem a mesma coisa. Os meninos querem ser super-heróis, piratas,  bombeiros, policiais, médicos ou até presidente da república. Já as meninas seguem para o lado das princesas, veterinárias, cantores ou grandes estrelas do cinema. Mas, com o passar do tempo essas crianças começam a ver que nem sempre é possível seguir essas carreiras, seja porque você não tem uma voz boa para ser cantor, ou porque você tem aflição a sangue. Em março de mil novecentos e noventa e quatro, nasceu a menina sobre que venho falar a respeito, que como qualquer outra passou pelas escolhas de profissão que citei a cima, mas que conseguiu escolher uma que será para a vida.

Desde que se conhece por gente, Mariana não se dá bem com números e contas. Apesar de ter um pai muito estudioso e, como podemos dizer pela linguagem de hoje, nerd, ela nunca conseguiu se virar bem com contas matemáticas. Talvez seja por isso que sempre que pensou na carreira que iria seguir, jamais lhe passou pela cabeça a hipótese de fazer algo voltado à área das exatas. Depois de passar pelas escolhas profissionais que já citei na quinta série ela escolheu a carreira que pretendia seguir: publicidade. Ela permaneceu nessa carreira por mais ou menos, dois anos, mas após de ficar um tempo na empresa do seu pai, viu que não tinha paciência para analisar desenhos e, muito menos habilidade, para desenhar. Obviamente, que a pressão que o seu pai lhe fazia para desistir da carreira já que, segundo ele, a profissão não rendia muito, a ajudou bastante a desistir da publicidade.

Quando estava na oitava série conheceu uma nova paixão: escrever. Claro que já havia escrito textos antes, mas nunca sobre seus sentimentos ou sobre coisas que lhe ocorressem. Passou a dedicar um pequeno tempo de seu dia à escrita, e começou a procurar mais informações sobre a profissão de jornalista na internet. Tudo que ela achava era desencorajador, tudo lhe falava que para ser jornalista você não tem que abrir mão da vida pessoal e que não teria mais uma rotina. Apesar disso, um amigo dela que cursa a faculdade de jornalismo e faz estágio no jornal Estado de São Paulo, lhe disso tudo o que ela precisava ouvir. Disse que apesar de tudo aquilo que estava escrito, não havia mais satisfação do que trabalhar com uma coisa que você gosta, mesmo que não escreva textos pessoais você se sente bem, porque é sobre aquilo que você quer escrever, já que você se especializou em uma dada área. E foi assim que ela se encantou pelo jornalismo, e há exatos três anos decidiu que é isso que ela quer cursar quando terminar o colégio.

Mas nem tudo é um mar de rosas, ela ainda precisa superar várias barreiras para conseguir chegar aonde quer. Uma delas, e a mais difícil, é superar o medo de falar na frente das pessoas, perto dessa fobia passar no vestibular e conseguir entrar na faculdade que quer, fica parecendo fácil. Porém, pelo o que vi da vida dessa garota e pelo que ela é capaz de fazer, ela vai superar e vai seguir em frente. Espero que daqui há alguns anos possamos ver algum artigo dela escrito na Veja, ou quem sabe até, ela como correspondente do Jornal Nacional em Londres.

Someone like you

Por trás dos títulos de  garota forte, estudiosa, companheira e as vezes “sem coração”, existe uma garota normal. Uma garota que se pudesse viveria dentro dos seus livros prediletos, ou no ritmo da suas músicas favoritas. Essa garota não ouve o mesmo tipo de músicas que as amigas ouvem, não curte o mesmo tipo de gatos que as amigas curtem, e que não acha os “colírios” os garotos mais bonitos do mundo, como as amigas acham. Às vezes é sincera demais,  correta demais e educada demais.  Uma garota com os mesmos problemas de todas as adolescentes, que se estressa com a escola, que não tolera os maus-tratos com os animais, que tem uma mania (um tanto quanto irritante) de colocar tudo em ordem alfabética e de corrigir os erros gramaticais que os seus amigos cometem (mesmo que cometa um monte, sem saber). Não vive sem o seu computador e sem o seu universo paralelo (também conhecido como blog) , aonde se sente segura para falar o que pensa e o que acha, sem poder ser criticada e rejeitada. Uma garota que não tem o corpo perfeito, o rosto perfeito, muito menos o cabelo perfeito, mas que consegue sorrir e ser feliz mesmo assim.   No final das contas, se você for olhar bem de perto, é só uma garota que queria poder viver como sua atriz favorita, que quer ser alguém no mundo e que quer ser amada por alguém. Alguém como eu, como você e como todas nós.

Mirror

Todos nós temos alguém para nos espelhar, não é verdade? Quando você olhar para a pessoa e você pensa “Poxa!   Quando eu crescer eu quero ser que nem ela(e).”. Você se espelha nessa pessoa, por algum motivo.. Pode ser pelo estilo que a pessoa tinha, pela forma que era, pela beleza ou pela mensagem que ela passou. A pessoa pode ter vivido nos anos 80, ter sido um rockstar que se drogava compulsivamente e morreu de AIDs, ou pode ser a sua mãe ou sua até avó.

Outro dia, estava preenchendo um formulário para um “concurso” e nele estava a seguinte pergunta: “Se você pudesse ser um famoso, quem você seria?”. (Não sei se nessas palavras, mas era esse o objetivo.) Parei para pensar em quem eu me espelho, qual pessoa me passa a mais forte lição de vida. Pensei nos artistas que mais ouço falar, os que saem mais na mídia. Pensei na minha banda favorita. Eu amo eles, mas não me traz nada em especial. Minha cantora favorita me ensinou algumas coisas, mas não tanto quanto outra pessoa. Pensei na minha atriz favorita. Aí sim. Ela sim, para mim, é um exemplo de vida.

Acho que todo mundo conhece ela. Bom, pelo menos quem gosta de filmes antigos, eu acho. Eu não a vi pessoalmente, nem assisti aos filmes dela no cinema.  E na verdade, quando ela morreu eu nem era nascida. Ela era linda, charmosa e com um sorriso encantador. Mas não é só por isso que ela é minha “diva”, a mensagem da vida dela é o que mais me chama atenção e o que mais me faz admira-la.

Em 1929, os padrões de beleza eram diferentes dos atuais. Não era “bonito” ser tão magra como uma caveira e ter cabelos compridos e lisos. As atrizes eram gordinhas, baixinhas e de olhos claros. Audrey Hepburn, era o oposto disso. Era alta, magra, ossuda e com olhos castanhos, mas a aparência física não a impediu de mostrar a todos o quão talentosa e bonita era ela.

Ela mostrou que mesmo não estando dentro do “padrão” imposto ela era feliz e tinham pessoas que a achavam bonita. Ela ensinou que não é porque você não se encaixa no que as pessoas acham “perfeito” que você não pode ser um sucesso. Ela é um exemplo que temos que seguir e não nos deixar levar pelo o que as revistas falam. Cada um é de um jeito. Audrey era do jeito dela, não tentou mudar o que realmente era e deu certo. E você? Vai continuar tentando mudar quem você realmente é?

Entradas Mais Antigas Anteriores Próxima Entradas mais recentes