Slow down, it’s happening.

 

As mãos suam, as pernas tremem e o coração bate aceleradamente.  São alguns minutos de distância. Minutos que parecem dias. Tento pensar em alguma outra coisa, só para se distrair. Tento, tento e não consigo. Foram quatro anos de espera. Quatro anos ouvindo as musicas e imaginando como seria estar perto deles, como seria ouvir aquelas musicas ao vivo. Alguns degraus é a distância que me separa deles.

Subo todos os degraus, já os consigo ver. Todos sorrindo e conversando com a pessoa que foi antes de mim. Entrego a câmera pro assistente. O coração aperta. A menina se despede e sai. O segurança me deixa passar. Eles olham para mim. Bryan,Paul, Martin e John. Nessa ordem. Todos sorriem e eu entrego o pôster para eles autografarem, tremendo. Digo oi e eles respondem, sorridentes. Entrego o bilhete que uma menina me entregou na fila. Paul sorri, agradece e brinca porque todos os bilhetes são para o Martin. Dou uma risada e concordo com a cabeça.  Tudo o que eu queria falar, tudo o que sonhei falar, simplesmente some. Minha garanta fica seca e eu travo.

Paul passa o braço pela minha cintura e me dá um meio abraço. As pernas tremem mais forte. Martin brinca com relação à minha camiseta e passa a mão por volta do meu corpo para tirar a foto, sorrindo. John e Bryan dão risadas e comentam alguma coisa. Paul aperta meu corpo e me solta em seguida. Nenhuma parte do  meu corpo reage aos meus comandos. Sorrio para a foto, com os braços em volta do Martin e Paul. Foto tirada. Martin aperta meu corpo contra o dele e sorri mais uma vez, pegando o pôster para rabiscar. Espero terminarem de assinarem o pôster e agradeço. Agradeço como se pudesse transmitir todo meu amor em duas palavras.

A cabeça gira. Nada daquilo parece real. Parece um sonho. Um sonho perfeito. Desço para a pista VIP, com as meninas. Todas tão atordoadas que nem percebemos que entramos no lugar errado. O HSBC é nosso. Não tem ninguém na VIP, além das pessoas que estavam conosco. Agarro a grade como se você um pedaço de mim. Os meninos da banda de abertura estão no palco e me dão uma palheta. Os portões são abertos e a casa começa a encher. Duas horas depois, o coração dispara de novo.

O show começa e todos vão à loucura. Os quatro estão muito animados e contagiam a todos. Passam-se várias músicas. Martin passa na minha frente, estico a mão o máximo que eu posso. Ele me encara e abaixa, segurando minha mão. “I caught it when I kissed you. And I’ve been through all the stages.. I’m feeling sick. Girl, you’re so contagious”. Canta esse trecho agarrado à minha mão, me olhando nos olhos e minhas pernas falham. O show continua e a última musica chega e Martin se joga na platéia. Histeria total.  Eles voltam e vão embora. Acabou.

Quando deito na cama, repasso todo o meu dia. Me arrepio e sinto aquela sensação gostosa de novo. A mesma que senti quando estava com eles. Não foram nem dois minutos. Não chegamos a conversar. Mas, não tinha como ter sido melhor. Os braços. A brincadeira. O olhar. O toque da mão dele na minha. Piegas? Talvez. Mas foram os melhores dois minutos da minha vida. Foi, com certeza, um dos melhores dias da minha vida.

E eu só tenho a agradecer, Boys Like Girls.

“Martin: What’s written on your t-shirt?”

“Sleeping with band dudes doesn’t make you famous”

“Martin: Well, it doesn’t hurt.” *pisca*

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